segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre o que é necessário pra viver.

Passar a vida num só lugar faz a gente criar raízes e é bom. Além disso, pode-se muito bem ser muito feliz assim. Mas a verdade é que precisa-se de muito pouco pra viver feliz. E a minha felicidade certamente é diferente da sua. Quanto mais nos focamos no nosso mundo e desconhecemos outras realidades, mais presos ficamos. No horário pro trabalho. Naquela aprovação. Na obrigação de se obter sucesso. Na imposição do roteiro estabelecido de felicidade. "Nasce. Cresce. Forma-se na faculdade. Casa. Tem filhos..."
Outono chegando em Saint-Étienne



Veja bem, não estou dizendo que é impossível ser feliz desse jeito. Estou dizendo que não é fácil seguir o roteiro. Mesmo que você o queira. E que ainda é mais difícil seguir o roteiro se você não o quiser.
A preocupação em "dar certo" é o problema. Porque o que todo mundo quer é ser feliz. Só que os meios diferem tanto e tem tanta gente querendo a mesma coisa.

Raízes e roteiro, e mais ainda o apego, fazem a gente ficar ansioso. A gente pode viver bem e feliz sem quase tudo que a gente dá imensa importância. Porque a adaptação esta aí pra isso. E mais da metade das coisas que a gente pensa que é o fim do mundo, nem é. E se resolve. Simplesmente porque passa. Porque se tudo deu (esta dando) errado, a vida (Deus/destino/insira aqui a sua crença) pode lhe surpreender.

Eu não sei se vou ficar aqui apenas 6 meses. Ou se vou pra faculdade e fico um ano. Ou conseguirei o estágio e ficarei um ano e meio. Não faço a menor ideia do acontecerá com a minha vida profissional, e até mesmo pessoal, quando eu voltar. Quero muito ficar, mas a verdade é que se fosse pra voltar hoje voltaria feliz. Porque tudo iria se resolver de alguma forma. E como o texto é do que a gente precisa pra viver... Eu não sei pra você, mas o que eu preciso pra viver é ser feliz. E felicidade pra mim consiste em Deus (porque eu acredito imensamente Nele e em todos os Seus planos), amar e ser amada, paz de espírito e nunca perder essa ânsia por saber, mesmo que bem pouco, um pouco de tudo. O restante de felicidade esta em cada esquina. E espero não estar sempre ocupada ou preocupada demais pra enxergar. Além disso, se tudo der errado meeesmo, eu abro um salão de beleza na Côte d'Azur. ;)

O que é realmente necessário pra você viver?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ciclos.

Não é uma fase de fechamento de ciclos na minha vida. Ainda não. Porque tomei uma decisão, meti a cara, e cheguei. Tô aqui. Vivendo e aproveitando o que posso aproveitar. Mas sei que será doloroso voltar... Ao mesmo tempo que será maravilhoso começar a próxima etapa. Paradoxal assim... Mas li esse texto num blog agora há pouco, de uma pessoa que admiro bastante e que terminou o seu casamento, e estou aqui pensando sobre como é muito importante sim fechar os ciclos e seguir. Como todo fim que é doloroso, mas não necessariamente ruim, fica só a lembrança que a vida é curta e que é muito importante viver, sentir, permitir-se, tudo que há pra ser vivido. Não sei de quem é o texto. Desculpem. Lá vai...

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.  Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.  

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.  Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do momento ideal. 

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, não voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. 

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Reflexões. :)

 Voltei pra casa feliz e com vontade de escrever. (Post longo, já entendeu né?)

 Primeiro andava muito desanimada com o francês. Sério, amanhã farão quatro semanas. (Pausa pra reler essa frase e 'realizar'). E não parecem quatro semanas. Parece que cheguei ontem!
Eu poderia dizer que esta sendo muito mais difícil do que o que realmente esta. Mais a principal dificuldade é mesmo o francês. Acho que minha adaptação aqui para todo o restante foi relativamente bem mais fácil do que imaginei que seria. O diretor do nosso centro facilitou muitas coisas em relação a documentos. Os franceses, pelo menos aqui em St-Étienne, são MUITO mais gentis e amigáveis do que imaginei que seriam. E tudo continua sendo uma correria. E muita novidade. O que ocupa a mente, logo não fico lembrando toda hora da imensa saudade de tudo que há de bom em casa.

 Voltando... (Foco) O francês me preocupa. É uma língua difícil, nada fácil como o inglês e cheia de regras estranhas. Imagino que seja como o aprender português para um estrangeiro. Conjugação de verbos é minha maior dificuldade. Então andava voltando pra casa com a sensação de ser uma criança, porque vim pra cá sem saber falar absolutamente nada, e tinha que aprender o básico do que há de mais básico.

 Então eis que hoje me surge uma aula interessante para aprimorar uma das quatro competências necessárias (e testadas no DELF) para se ingressar na faculdade: Produção Escrita. E a professora nos falou logo que vai trabalhar num nível alto, B1, que é o mínimo exigido para se entrar na faculdade, e que precisamos correr com isso... A aula se resumiu sobre falar sobre política, conhecer e entender algumas expressões, introdução, desenvolvimento e conclusão de textos. E eu não sei como consegui compreender tudo que ela disse. Ou que me era requisitado nos exercícios. Mas compreendi. E fiz. (Alguns erros, o que ajuda no aprendizado). E voltei pra casa me sentindo adulta. HAHAHA Estranho, mas o que uma redação (Tá, uma coisa bem mais básica e mais parecida com a estrutura de uma redação) não faz com uma pessoa? É que no Brasil estou acostumada a forçar a minha mente e a produzir coisas de níveis mais altos que aqui. Aqui eu forço bastante, mas de uma forma diferente, e não estimuladora sabe? E fiquei feliz com essa nova abordagem. Espero que continue assim. :)

 Seguindo... Chego em casa e visualizo a foto que postei quando estava dentro do avião. Com toda a adrenalina no corpo, e o medo/excitação com o desconhecido. Nostalgia. Mas de uma forma boa. Nunca me senti nostálgica de uma forma boa (pelo menos não que me lembre), sempre fico um pouquinho triste. Dessa vez, vi que nada é o bicho de sete cabeças que se imagina. Não tive (nem tenho) o medo de viver as experiências que vivi (e viverei) aqui. Tinha receio das coisas básicas. Lavar a roupa. Caminhar na rua. Falar. Eu sabia que seria ótimo, porque tinha (e tenho) a certeza de que Deus me quer aqui, mas estar aqui vivendo há um mês já te dá a sensação de que não é como você imagina, que é mais simples, e ao mesmo tempo tudo igual (isso ficou completamente confuso agora). É igual porque eu sabia que seria assim, que me adaptaria. É diferente porque nunca vivi. E hoje eu sei. Não há aquela sensação de deslumbramento: "Oh Meu Deus, saí do Brasil, isso é assim, aquilo é assado". Uma amiga aqui disse: "Eu achei que até o ar seria diferente! É tudo tão igual." No fim das contas, é todo mundo gente, bem diferente, mas com a mesma essência. Trabalhar, comer, estudar, se divertir, dormir. Viver.

 Resumindo... Fico feliz por tudo. Porque eu não passo de alguém que esta realizando um sonho de uma forma natural sabe? Tô estudando. E ao mesmo tempo vivendo outra cultura. Tendo dificuldades. Tendo surpresas. Alegrias. Saudades. Nostalgia. Vivendo. E há felicidade maior do que viver?

 Que continue sendo o que Deus quiser que seja. ;)
 Au revoir.

Côte d'Azur

Salut!

Então... Tive muitas coisas a dizer... E não consegui organizá-las bem na cabeça. Decidi só continuar a história do supermercado e pular pra esse último final de semana porque, enfim, estive na Riviera Francesa! \o/

No supermercado tive muito pânico. Muita coisa que nunca vi na vida. Não sabia ler nada. Mas me comuniquei em francês com uma francesa pela primeira vez. *.*
No caixa...
- Bon soir!
- Je ne parle pas français.
Ela apontou pro valor, e eu paguei.
Que foi? Isso é uma vitória sim! \o/

Riviera Francesa.

Que lugar lindo!!

Resumindo também (desculpem mais uma vez) porque tenho que estar com a mente fresca pro próximo post.

Resolvemos ir de carro. Então fui curtindo as paisagens no caminho. *.* França linda, estradas ótimas... Maravilha!

Nice. Mar Mediterrâneo.
Chegamos na noite da sexta em Nice!
Passeamos, jantamos, tiramos fotos.
O que posso dizer sobre essa noite em Nice?
Mar Mediterrâneo. É o que resume. Pode parecer besteira, mas amei mergulhar naquelas águas. Não tomei banho pelo restante do final de semana, mas na noite da sexta caí lá nas águas. \o/
Muito mais salgado. Logo, a gente se sente mais leve (estudiosos de química entenderão! ;) ). A água estava morna e foi maravilhoso. Agradeci muito a Deus por tudo. Pela vida perfeita. Pela Terra. Pelas águas. Sabe aquele momento, Senhor: Tu és o cara!? Não senti frio, e não fiquei "preguenta" depois que saí da água. Vai entender!


Plage de Passable.
O sábado foi um dia bastante produtivo! Saímos até tarde e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat. Paramos primeiro na Plage de Passable, não vou dizer que é linda porque estarei sendo redundante, depois almoçamos no Porto da cidade, caminhamos até a Paloma Beach (o lugar mais bonito!), e então caminhamos (sim, mais, muito mais dessa vez) até pegar o ônibus que vai para o Principado de Mônaco.






Paloma Beach.
Ah! Mônaco.

Várias fotos, vários carros, muito dinheiro, muita beleza, outro mundo.

Entrei no Cassino Monte Carlo, e comprei uma ficha!! HAHA
Infelizmente não é possível entrar com câmera fotográfica, nem celular, então não posso descrever o luxo inimiginável que é lá dentro. Eu não sei pra você que lê, mas na minha vida é tudo muito mais simples. Eu não sei quanto tempo teria que trabalhar só pra pagar a mão de obra das pessoas que colocaram aqueles carpetes/tapetes lá dentro com tamanha perfeição! E o teto? Esculturas, desenhos, pinturas... E os lustres? E as mesas de jogos? E os senhores ricaços jogando, sei lá, 20 mil euros (em fichas) na mesa?

Outro mundo, como eu disse. Belo. Mas não é pra mim não.
Passeamos pelas ruas que são fechadas quando há as corridas de Fórmula 1. E os iates?
Mônaco.
Cansados, terminamos a noite no bar do hostel conversando. Alias, gostei bastante da minha primeira experiência em hostel. Ficamos no Villa Saint Exupéry Gardens e pra mim foi ótimo.
 
No outro dia praia. Primeiro em Nice. Depois em Antibes. E depois uma passada ultra rápida por Cannes só porque eu queria tirar uma foto! ;)
Antibes.

Cannes.


E casa (porque St-Étienne já é lar).

Uma viagem que amei muito. Sente-se rico, mesmo gastando pouco como nós. Sente-se abençoado por ver as maravilhas que Deus fez com a natureza. Por ver a maravilha que Deus fez com o homem também. Por fazê-lo tão inteligente pra construir aquilo tudo. E foi ótimo conhecer aquele lugar lindo. Mergulhar naquele mar lindo.

Côte d'Azur, enchanté!

sábado, 24 de agosto de 2013

#PartiuFrança

Bon jour!


Bem, já estou aqui na França há 10 dias! (10 dias? ) E desde então sinto uma vontade muito grande de registrar tudo aqui no blog. São muitas coisas a contar, muitas estórias... :D


Vou começar pelo início da viagem!

Foi muitíssimo complicado deixar todas as obrigações concluídas no Brasil. Tive que cancelar as cadeiras na faculdade, terminar o estágio curricular em 2 meses, terminar tudo no Laboratório. E ainda pesquisar sobre uma viagem internacional, já que nunca viajei. Depois de uns 6 meses de espera pela confirmação da CAPES, uma vez que sou bolsista pelo programa Ciências sem Fronteiras, surge a confirmação e em 23 dias, no dia 13 de agosto, embarquei, numa noite em que começava a chover no Recife, para um país cujo eu não sei falar absolutamente nada da língua! (E com mais cara do que coragem!)


Sobre a partida, como já falei, foi tudo uma correria, então não tirei fotos, e a imagem que ficará na minha cabeça será a de quando entrei para passar no raio-X antes da sala de embarque, e olhei para trás e vi o meu noivo, a minha mãe, a minha tia Sueli e a minha amiga Ana com lágrimas nos olhos. Não me demorei muito olhando pra eles, mas me senti muito amada nessa hora. Aliás, como várias vezes me senti amada por vários amigos desde o início de tudo.

Laíze, outra bolsista do programa, embarcou comigo no mesmo voo para Frankfurt. Não conversamos no avião, pois sentamos longe, então foram 10 horas sozinha. Aliás, sozinha não. Orei muito a Deus e pedi que me acompanhasse em cada passo. Li umas cartinhas de amigos. Li recados numa camisa do Brasil que ganhei... Mas aí o primeiro impacto: nenhum dos comissários de bordo falava português, o rapaz ao meu lado era americano. E assim atravessei o Oceano Atlântico e parte da Europa, só que agradeci ao cansaço, pois devido a ele, dormi 8 das 10 horas! \o/

Acordei a tempo de observar o velho continente chegando lá embaixo. Uma imagem linda, outra que não esquecerei. De ver o sol nascendo acima das nuvens. De observar como Paris não acabava lá em baixo. E assim que cheguei em Frankfurt pensei: "8 mil quilômetros de casa".

Em Frankfurt.
 Frankfurt tava com um clima agradável, encontramos um pessoal brasileiro que pegaria a mesma conexão que eu para Lyon, e a primeira dificuldade foi com a Imigração. Uma vez que ninguém ali falava alemão, inglês ou francês. A sorte é que existe brasileiro em tudo quanto é canto do mundo, e a Juli, que mora a 5 anos na Alemanha, explicou nossa situação. Imigração vencida! \o/

É Brasil na Alemanha! E Pernambuco no coração!
 O aeroporto de Frankfurt é enorme. A sorte é que é bem sinalizado. Tem WiFi grátis nos primeiros 30 minutos de acesso. Avisei que tava bem pro povo em casa! :D E chegou a hora da conexão. Segundo impacto: francês. Uma coisa é você entender um pouquinho do inglês e conseguir se virar. Outra é não falar nada em francês. E o inglês dos comissários tinha um sotaque muito forte. A sorte: comissária que fala português! (Pouco, mas é um avanço!) :D

;D
 Desembarcamos em Lyon sem muitos problemas, já que foi um voo doméstico. Minha mala chegou quebrada, mas chegou! (Tava morrendo de medo de extravio) E uma argentina, apaixonada pelo nosso País, Sofia, nos ajudou com as bagagens.

Bagagens em Lyon.
Assim que saí da sala de desembarque encontrei a Lorena, que divide apartamento aqui comigo em Saint-Étienne. Foi uma felicidade tão grande vê-la. Encontramos mais brasileiros, nos separamos do pessoal que ia pra Grenoble. Encontrei dois petrolinenes, um indo para Besançon, outro pra Grenoble. E saimos em busca do trêm. Tivemos algumas dificuldades, mas eu já falei que existe brasileiro em tudo quanto é canto? O Thiago estava retornando naquele dia para o Brasil, morava a dois anos na França, nos ajudou com a máquina. Embarcamos no Rhône-Express até a Part Dieu, no centro de Lyon.

Fé e Coragem. :P
Lá mais algumas dificuldades, mas principalmente porque eramos 7 e estávamos com muita bagagem.

Cansaço na Part Dieu
 Passagem comprada, embarcamos, e em 50 minutos, chegamos na estação Chateaucreux de St-Étienne.

Salut Saint-Étienne!
Isabelle, representando o diretor do nosso Centro, nos esperava. Ela nos mostrou mais um trem, esse dentro da cidade mesmo, e cheias de malas partimos novamente. Descemos no Centre Deux, e fomos a pé (pertinho) até a Les Estudines Jules Ferry. Minha residência nos próximos 6 meses, pelo menos.

Estação Chateaucreux.
Deve ter cansado só de ler, imagine com todas aquelas malas! Acrescente a isso mala de Livia extraviada em Lyon, recuperada duas horas depois. Minha mala quebrada. Livia perdendo a bolsa com dinheiro e passaporte no trem. A mala da Lorena quebrando a rodinha. E Livia recuperando o passaporte (não o dinheiro). Ufa!

O Centre Deux é um shopping, exaustas ainda tivemos que ir no supermercado Auchan e fazer umas compras já que no dia seguinte aqui seria feriado. Impacto fortíssimo. "O que vou comer? O que é isso?" Mas essa é uma outra estória! ;)

Desculpe minha incrível ausência de capacidade de síntese. E até breve.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Maneiras de se partir um coração.


"Ele sabia que existem muitas maneiras de se partir um coração. Às vezes é pela agitação da vida, a compressão da responsabilidade, o direito e o dever que sufocam a ponto de você não mais conseguir respirar. Apesar de seus pulmões estarem funcionando bem.
E às vezes é pela crueldade casual de um destino que leva você para longe de onde pensou que terminaria.
E às vezes é a velhice diante da juventude. Ou a doença diante da saúde.
Mas às vezes é apenas porque você está olhando nos olhos de seu amor e a gratidão por tê-lo em sua vida transborda... porque você mostrou a essa pessoa o que havia dentro de você e ela não fugiu assustada nem se virou; ela o aceitou e o amou no meio de sua paixão e de seu medo... na combinação dos dois."

Wrath.
Irmandade da Adaga Negra: Guia Oficial da Série
- J. R. Ward

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Peso de Uma Expectativa.

"Hoje ele veio me falar das flores. Das flores, do jardim, das estações, do rio que corria em sua vida, do medo. Hoje ele veio me falar de expectativas. Dessas que a gente sufoca o outro sem ver, miudinhas, rotineiras, demasiadamente fantasiosas. Pensei no mundo, nos outros, pensei em mim.

Lembrei-me de todos os meus sonhos de adolescente e quantos deles já tinham ficado para trás simplesmente porque existiam expectativas demais, fundamentadas em realidade de menos. Pensei em quantas vezes sufoquei um relacionamento por esperar demais do futuro, em quantas pessoas perdi por esse caminho por simplesmente não ter a leveza necessária para deixar o rio da vida correr por si só. A dura verdade é que num mundo onde amar virou sinônimo de coragem, a gente por vezes tem um pouco de ansiedade com o amanhã. Ou a grande palavra do momento: pressa. A gente tem medo de acabar a tia solteirona na festa de aniversário do filho da melhor amiga, ou de passar a vida inteira sem conhecer prazeres como decorar o quarto do casal ou escolher o primeiro sapatinho do bebê. Ainda mais atemorizante, a gente tem medo de acabar só no deleite de nossa própria companhia, o que implicaria em liberar do armário escuro e sombrio todos os nossos monstros particulares que tanto relutamos em esconder. A consequência de tanta pressa são casamentos precipitados, relacionamentos forçados, rompimentos precoces e amores que são causa ao invés de serem efeito. Em outras palavras, o resultado se configura em expectativas demais, derramadas súbita e integralmente em cima de pessoas que, naquele momento, podem não estar preparadas para corresponder. Reticências pontuando frases que mereciam boas vírgulas e um ponto final.

Pensei em caminhos, descaminhos, escolhas. Pensei em quantas vezes culpamos o destino, o universo, Murphy e o karma por uma realidade diferente da que a gente esperava. Em quantos milhões de desculpas arrumamos para o comportamento divergente do outro e para tantas atitudes (ou falta delas) para silenciar a dor e a ansiedade que alimentamos em silêncio. Queremos encontrar culpados para um crime que nós mesmos cometemos: a pressa de uma escolha. Nem karma, nem Murphy, nem uma força maior somada a um infortúnio de coincidências. Nós escolhemos estar ali e queremos que o outro faça essa mesma escolha em um tempo que na verdade é inteiramente nosso.

Clichê, mas a vida é mesmo um grande rio sinuoso, em constante movimento. Nós, somos apenas bons navegantes que temos a sorte de poder escolher a direção, a velocidade e a bagagem que levaremos pelo caminho, que nos instiga a correr o risco do inesperado correnteza afora, ou nos intimida através do medo, limitando nossa trajetória ás margens próximas onde supostamente existe segurança. Se arriscar, significa aceitar o que o rio tem a oferecer de peito aberto, com a consciência tranquila que nada que a correnteza traz é ao acaso. É acima de tudo, saber respeitar os momentos de cheia e seca que a natureza impõe, sabendo que tudo na vida são fases, com estações passageiras feitas para o corpo d’água se recompor e seguir inteiro, sem fragmentos de viagens passadas, pronto para novas turbulências.

Hoje ele veio me falar de perspectivas. Aquilo que a gente inventa, sem deixar que simplesmente seja. Pensei no tamanho e na fluidez da bagagem que muitas vezes levamos no nosso pequenino barquinho, na “malinha” cheia de expectativas, frustrações e dores de amores mal curados. Cacos e peças desconexas que não fazem mais parte do quebra cabeça do presente e que deveríamos ter deixado para trás, liberando espaço para uma bagagem, de fato, enriquecedora. Afinal de contas bagagem que guarda tristeza e sofrimento, pesa e a gente só abre pra quem demonstra reciprocidade. Quanto mais leve a mala, mais fluido o barco desliza pelo rio. Calmo, natural, como tem que ser.

Penso sobre passado, presente e futuro. Penso sobre amor e toda sua eternidade no breve espaço de um segundo. E finalmente entendi, que expectativa gera frustração sim, apenas quando depositada sobre ombros despreparados. Preparo exige calma e tempo. Construir vontades também. Porque ir devagar, na maioria das vezes é muito mais rápido.

Sentada ali no parapeito da janela, vendo o sol deixar esse lado do mundo para poder iluminar os dias daqueles que estão tão distantes, observando os carros passando velozes pela rua, os passarinhos buscando seus ninhos, me dei conta de que no fundo eu e o resto do mundo só queremos um lugar pra voltar.

Hoje ele veio me falar do medo. E eu, sem nenhuma expectativa, falei pra ele de amor. Fluimos. Com a leveza de um agora vivido sem pressa nenhuma."

Autora: Danielle Daian
Fonte: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/06/29/o-peso-de-uma-expectativa/

terça-feira, 29 de maio de 2012

Proibido ser morno.


"Hoje acordei cheio de vontades, engasgado com meus tantos anseios. Ainda na cama desejei ser um galã à moda antiga e quem sabe enviar uma carta apaixonada para bem longe, só pelo prazer de esperar ansiosamente por uma resposta construída com palavras imprevisíveis. Abri os olhos com a ânsia gritante de recrutar amigos, dos mais sem vergonha, e fazer com eles minha primeira serenata, dessas que começam com pedra atirada na janela e termina em aplausos solitários e lágrimas caindo de surpresa sobre o parapeito do meu peito, água derramada pela mulher descabelada, que envergonhada mostraria todos os dentes num sorriso impossível de ser guardado para mais tarde.

Hoje despertei arrependido pelas tantas portas de carro que deixei fechadas, com medo de ser cavalheiro em demasia, de fachada, a ponto de parecer mal-intencionado num mundo que atropelou tanta gentileza do passado. Acordei sem conseguir engolir as muitas vezes que cheguei à casa dela de mãos vazias, quando o que mais queria era ter sido portador de um buquê com rosas bem tagarelas, que infelizmente deixei caladas, intocadas na vitrine da floricultura.

Hoje chorei por ter perdido os versos que a vida me obrigou a esquecer antes mesmo que eu pudesse escrevê-los em algum guardanapo de boteco, SMS etílico ou no coração alado de alguma mulher que por ao menos uma noite foi inteira minha. Hoje sorri quando me vi no espelho e em meio à minha barba escura percebi um solitário fio branco, a prova irrefutável de que estou envelhecendo, aprendendo a perder tudo que tenho para quem sabe um dia, poder ensinar algo sobre ganhar o que me falta.

Hoje comemorei com fogos de artifício e champagne as minhas incontáveis derrotas, as inúmeras vezes que passei longe do pódio e nem ao menos pude estimar o peso daquele troféu. Celebrei os gols praticamente feitos que perdi em cima da linha do pênalti, os socos dos quais não fui capaz de esquivar e principalmente, as vezes que subestimei meu adversário e felizmente percebi minha falta de modéstia enquanto superestimava-me. Aplaudi esses tantos tombos com a certeza de que foram eles que me lecionaram o sabor perigoso da vitória e todo o risco presente nas medalhas de ouro que carregamos no peito, como se vestíssemos uma armadura dourada de orgulho.

Hoje cantei Sinatra no banho e sem me importar com meu desafino fiz do xampu microfone, como se pelado eu trajasse chapéu e gravata borboleta, mais que isso: como se de dentro do meu box de vidro transparente eu pudesse enxergar o mundo todo do meu jeito, “My Way”, feito de muita poesia e folhas em branco, prontas para receber a tinta fluorescente dos meus insaciáveis desejos.

Hoje acordei fervendo, com febre de viver e uma incendiária certeza: para abrir os olhos de verdade, não é permitido ser morno. Não importa com qual pé pisará primeiro quando resolver sair da cama e do coma, apenas pise forte e mantenha seus passos com fome, o mundo está ali para que você o devore já! Não espere tanta coisa esfriar.

Ser morno é caminhar em cima do muro, é esperar o tempo passar sem passar pelo tempo. Ser morno é segurar a cintura dela com a mão frouxa, é fazer sexo sem entregar-se até colocar fogo no colchão. Ser morno é desejar coisas medianas e saciar a vontade com coisas menores ainda. Ser morno é fazer striptease pela metade, penetrar pela metade e amar pela metade. Ser morno é estar sempre meia-bomba e não deixar nenhum estilhaço cravado no mundo. Por mais masoquista que pareça, prefira aquilo que queima e inevitavelmente marca – essas são as coisas que, no futuro, te farão olhar pra trás e constatar que a vida valeu a pena."

Autor: Ricardo Coiro.
Fonte: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/05/29/proibido-ser-morno/

Belo texto!
Alguém mais sentiu vontade de bater palmas no final? ;D

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Clube dos Sobreviventes.

"Cristo, sabendo de todas as desgraças pelas quais as pessoas que viviam na mansão tinham passado, talvez V. devesse projetar uma tatuagem para todos. Porque, com toda certeza, o grupo tinha ganhado na loteria no que se referia a grandes impactos.
Ou, Deus, talvez fosse apenas a vida. Para todos no planeta. Talvez o Clube dos Sobreviventes não fosse algo para ser "ganhado", mas simplesmente algo inato, presente desde quando se sai do ventre da mãe. Seu batimento cardíaco o escala para o jogo e depois o resto era apenas uma questão de vocabulário: os substantivos e verbos que descrevem as desgraças nem sempre seriam os mesmos para todos, mas a crueldade aleatória de doenças e acidentes, ser o foco malicioso de homens maus e de ações desagradáveis, o desgosto pela perda com todos os seus chicotes e correntes... no fundo, era tudo a mesma coisa.
E não havia nenhuma cláusula com a opção de exclusão no estatuto do clube - a não ser pelo suicídio.
A verdade essencial da vida, como ele estava começando a compreender, não era romântica e precisava apenas de duas palavras. Desgraças. Acontecem.
Mas o fato é que você continua. Mantendo seus amigos, sua família, seus cônjuges tão seguros quanto possível. E continua lutando mesmo depois de ser derrubado.
Caramba, você levantada da terra e continua a lutar."

John Matthew
- Amante Meu, J. R. Ward

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Por meio desta confesso: AMO VOCÊS AMIGAS!



"Cronologicamente falando, Blaylock, filho de Rocke, conhecia Jonh Matthew há apenas pouco mais de um ano.
Mas essa não é uma reflexão verdadeira do relacionamento daquela amizade. Existem duas linhas de tempo na vida das pessoas: a absoluta e a percebida. A absoluta é o ciclo universal que engloba dia e noite, que para eles somava algo como 365 dias. A linha de tempo percebida é o modo como os acontecimentos, a destruição, o treinamento e as lutas se acumulam.
Considerando tudo isso... concluiu que os dois se conheciam há uns 400 mil anos.
E continuariam amigos por muito tempo."


- Blaylock
Amante Meu
J. R. Ward.





“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.


A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.


E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!


Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências .
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.


Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.


Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.


Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.


Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!


A gente não faz amigos, reconhece-os.”

- Vinícius de Moraes





Dedicado à Ana Souza, Isabelle Ferraz e Taís Nóbrega.

Aninha (Gostosura Mel Jabez),
Já te falei uma vez que sempre aguardei a oportunidade de experimentar uma amizade como a nossa.
E não existem palavras que exemplifiquem o quanto fico feliz por ser amiga de alguém que me faça sempre querer ser uma pessoa melhor dentro dos limites humanos. Não existem palavras, mas tudo bem, porque como tudo que acontece conosco, não preciso nem falar, porque você já entendeu.

Belle (Nalla <3),
Fico feliz em fazer parte do reduzido ciclo de pessoas em que você permite que se enxergue a tamanha doçura em você, e nos seus sentimentos.
Sorrio ao perceber em sua impaciência para determinadas coisas que eu me incomodo que coisas pequenas só atingem mentes pequenas. O que faz de cada dia ao seu lado um grande aprendizado.
Espero ter a oportunidade de continuar admirando cada atitude que demonstre toda sua força, toda sua invejável força, numa doce menina mulher.

Galega (do Pescoção),
Sabe que são 8 anos de amizade já é muito. Imagina pra quem só tem 21 anos de idade! E a linha de tempo percebida entre nós só aumenta. Você conhece cada parte boa e ruim minha. Cada tristeza e cada alegria dos últimos tempos. Você conhece minha transformação e minha história. E apesar de tudo, mesmo sendo eu quem eu sou, ainda persiste ao meu lado. Não tenho nem como agradecer. Porque, ou você é louca, ou me ama pra c$#@&! (Desculpa, mas só um xingamento exemplificaria... Rs)


Enfim... Agora é aquele momento em que agradeço a Deus por colocar vocês na minha vida. E depois agradeço a vocês que, por livre-arbítrio, permitem-me ser sua amiga.
E por fim, já falei que amo vocês?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Desejo

"O desejo nem sempre diminui com o desgosto. Nem pode ser outorgado, como um favor, aos mais merecedores."


Cidade das Cinzas
Cassandra Clare

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Egoísmo.

"Meu egoísmo é revelar só um pedaço do que sou, só a parte boa, a mocinha da história. Tenho, dentro de mim, um elenco de coadjuvantes que não deixo que brilhem, que não dão autógrafos nem saem nas capas de revista. Egoísta. Poupando o mundo do meu lado sórdido, que costuma ser o mais interessante".

Martha Medeiros
Divã

domingo, 30 de janeiro de 2011

Perdoa - Banda Calypso

Ao Vivo em Recife
Que eu sou louca pela Banda Calypso não é novidade pra ninguém. E esse álbum Ao Vivo em Recife tá muito bom!!! Um ritmo gostoso de ouvir! Enfim, agora nas férias posso ouvir direito o CD né? Porque a música que tá título ao post eu já tinha ouvido nos ônibus de Recife (sucesso disparado nas rádios de lá...), mas não tinha prestado atenção direito à ela. E nesses dias ando muito romântica! É bem verdade que ando curtindo bastante o presente e planejando o futuro, mas também há espaço dentro de mim pra relembrar do passado. E essa música me dá uma saudade de uma época que vivi. Era a música perfeita para a ocasião. Perfeita em cada frase. E apesar de relembrar do fim (que pela música dá pra ver que foi um tanto ruim), eu relembro também os momentos bons... E uma saudade gostosa me invade!!... =)

Perdoa - Banda Calypso

Com você, eu sonhei
Um lindo sonho de amor...
E nos seus braços fui feliz demais
Seguir seus passos já não posso mais

Vou tentar te esquecer
É grande a minha dor...
Despedaçado está meu coração
Inevitável minha decisão

Eu não queria terminar assim...
Querendo ter você, você querendo a mim...
Mas temos que parar
Pra não ficar pior pra mim...

Perdoa por te magoar amor
Perdoa por te abandonar amor...
Por te fazer chorar, por te fazer sofrer...
Por ter um outro alguém
Que eu não posso perder.

Perdoa por te magoar amor
Perdoa por te abandonar amor...
Por te fazer chorar, por te fazer sofrer...
Mas pode acreditar...
Que ainda amo você!

Fonte: Vagalume

Um vídeo pra ouvir a música...







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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

2011 será um ano repleto de mudanças.

E a primeira delas eu efetivei hoje.

Antes

 


Depois






Eu a-d-ooooo-r-e-i!! E vocês?

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Desabafo.

Acho que estou começando a me dar conta de que aquele ditado "Conforme crescemos, crescem os problemas" é realmente verdadeiro.
Desde que passou aquela euforia pelo desconhecido (mudar-se de cidade para cursar uma faculdade), eu não tive um momento verdadeiramente tranquilo. Seja na vida pessoal, ou nos estudos, ou sei lá, nas amizades, ou comigo mesma e minhas reações aos outros. Enfim...
Pensei demais sobre algumas coisas... E então graças a Deus consegui resolver essas coisas, e sentir-me feliz comigo mesma, com o que tenho. Então vem a vida e me obriga a pensar e pensar e pensar em refazer meus planos. Planos esses que não estão diretamente ligados a um setor de minha vida, mas que interferem indiretamente nele.
Decisões, decisões...
Uma coisa aqui altera muita coisa lá na frente.

O que me acalma?
Duas coisas.
A certeza que eu tenho um Deus que me ama, mesmo sendo eu quem eu sou.
A certeza que eu tenho um grande amigo e noivo que me ama, e que vai me apoiar independentemente da decisão que eu tomar.

Eu tenho mais do que eu mereço pedir.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Qual o segredo pra sempre ter esse sorriso lindo estampado? Você me ama? ♫

Primeiramente, OBRIGADA! Acho que o segredo é buscar ESTAR feliz sempre. E se eu te amo? "Anham! Eu amo você!" ♫

Ask me anything

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Andamos tão desencatados que ser decente parece virtude,
ser honesto ganha medalha e ser mais ou menos coerente merece aplausos."
Lya Luft

Pra pensar...

sábado, 2 de outubro de 2010

Adivinha por quem eu fui acordada hoje?

Estou rindo aqui porque já tem um monte de mentes maldosas pensando maldade! rsrsrsrsrs
Fui acordada simplesmente por ela:

Raica.
Bom, para quem não me conhece, eu moro sozinha em Recife, e minha cachorra não mora comigo porque eu passo o dia fora, não teria tempo para cuidar dela, o apartamento é pequeno, e ela iria morrer de solidão.
Então o que ela faz me acordando? Simples. Estou em Petrolina. Eu vim votar. (O que me lembra que possivelmente hoje estarei postanto sobre uma reportagem interessante que li a respeito da moeda brasileira...)
Enfim...
Eu estava deitada, quando de repente sinto uma língua lambendo os meus pés.
Ela veio me dar "Bom Dia".

"Adoro carinho".

Raica dá muita alegria, não só a mim, mas a toda a casa. Ela se adaptou perfeitamente ao ritmo da família.
(Família louca, que tem uma vida extremamente agitada devido ao trabalho).
Raica é o que você precisa que ela seja.
Se você quer brincar com ela, ela brinca. Se você quer apenas fazer carinho, ela fica quietinha. Se você quer assistir televisão e não dar muita atenção a ela, ela senta ao seu lado e assiste com você.
Ela é linda. (Eu acho tão tão feia, mas tão feia, que fica linda. Muito linda! [Vai entender...])

Lambendo a língua.
"Que foi?"
Como deu pra perceber, ela é da raça pinscher.
E eu sinto bastante sua falta.
É bom estar em casa e revê-la.










 
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